terça-feira, 7 de julho de 2015

Cultura da violência, cultura da punição, cultura do desamor

Nahor L. Souza Jr. é seminarista da
Congregação dos Padres do Sagrado
Coração de Jesus - Padres Dehonianos

Por Nahor L. Souza Jr.
O filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard (1813-1855) dizia em seus escritos que a ditadura que ele mais tinha medo era a ditadura da grande massa. E de fato estava certo. A grande massa condenou Jesus à crucificação na Judeia por volta de 33, votou em peso no partido Nazista em 1932 na Alemanhã, apoiam a morte de homossexuais no Sudão nos dias atuais.
Para se criar isso, basta uma imprensa de intenções nebulosas, governos que se lixam com a educação básica principalmente no campo de valores, religiões que preferem atacar a moral sexual, dentre outras situações que respingam numa cultura de neurose coletiva, onde, é claro, vemos com muito mais "gosto" a punição do que a reconciliação.
Crescemos em ambientes onde todos praticamente apanhamos de nossos pais algum dia de nossas vidas, e isso não nos fez nem piores, mas também nem melhores. Se punição resolvesse, então pela lógica teríamos um mundo bom, mas não é o que acontece.
Acredito na utopia do Reino de Deus, pois ao olhar a realidade presente ela me é tenebrosa. Aplaudimos um adesivo que mostra a chefe de Estado de pernas abertas, silenciamos quando um pai diz a seu filho que a transexual é um monstro que vai para o inferno, conseguimos ter a capacidade de criar um terceiro sistema prisional no país, negamos o perdão para quem nos magoou, mas, como idiotas úteis, vamos nas redes sociais destilar nossa hipocrisia ao querer soluções rápidas para o planeta, sendo que a solução é justamente você.
Não, não vou passar adiante o ódio, ameaças que recebo e vejo diariamente. Não vou compactuar com essa pseudocultura. Quero ser um reparador.
Sim, não tem problema, mande sim o "bandidinho" pra minha casa. Só não precisa me dizer o que ele fez. Isso pra mim não importará. Importa apenas que ele tenha chego lá!
Esta é minha última postagem sobre esse tema, já que daqui a alguns anos, devido a ampliação do ódio vociferal que criamos e damos corpo, vamos estar discutindo a mesma coisa na futura redução para os 14 ou para os 12.

Deus abençoe nosso país.

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